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Artigos

v. 12 n. 12 (2021): 12ª Edição

A A INFLUÊNCIA DO EGIPICISMO NO MOVIMENTO ANTIGREGO: UM RECORTE NIETZSCHEANO

Enviado
maio 21, 2021
Publicado
julho 14, 2021

Resumo

Os preceitos filosóficos servem de base para a análise do homem e do mundo a sua volta, procedendo a construção da dinâmica do pensamento ocidental no desenvolvimento das diretrizes das vertentes contemporâneas. Antes da gênese do pensamento pré-socrático, primeiro movimento expresso pela Filosofia ocidental, a civilização explicava o mundo e suas contingências através dos mitos que permeavam a cultura de seus povos, objetivando a sistematização dos elementos expostos na vida coletiva. Entretanto, mesmo com a grande influência dos mitos e de sua quebra para a consolidação das primeiras teorias filosóficas, outros pensamentos também serviram de pilar motriz para os filósofos gregos, tendo como exemplo o movimento do egipicismo. Para alguns teóricos, entre eles Da Rocha,  tal constância cosmovisional foi adotada pela tradição filosófica grega como uma maneira de sistematizar as doutrinas vigentes, sobretudo na maneira de visualizar o ser em frente dos elementos de sua existência, tendo entre seus difusores alguns questionadores particulares, estando entre eles: Sócrates e Platão. Estes pensadores, para Nietzsche, por via dos preceitos egipicistas, consolidaram um movimento, que para o autor, divergia dos valores propriamente gregos, uma vez que defendiam ideais direcionados a supremacia da razão em frente de uma doutrina dualista de desvalorização do corpo. Portanto, tal trabalho objetiva promover uma breve reflexão sobre a importância dos elementos egipicistas na elaboração das ideias defendidas no Período Socrático, promovendo um melhor entendimento das colações de Nietzsche em frente do rumo das esquematizações da Filosofia em suas expansões contextuais.